Parte 2 – Trabalho: o percurso profissional

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É comum quando saímos de um emprego (principalmente se estamos fartos e desmotivados), desprezarmos tudo que se refere ao nosso passado profissional. Passar uma borracha no que vivemos significa levantar a cabeça e olhar para frente, a espera de uma nova oportunidade. No entanto, refletir sobre o que fizemos de positivo no emprego anterior pode ser uma forma proveitosa de não desperdiçar tudo aquilo que construímos dia-a-dia através de nossas decisões. Às vezes uma tarefa que parecia simples e rotineira pode servir de exercício para a construção de um hábito importante. São pequenas coisas que formam uma postura ativa, positiva e diferenciada. Mas isso só é possível se sabermos enxergar e compreender o que contribuiu para nosso aprimoramento.

Quando eu trabalhava na área de vendas, sempre tinha o conselho da gestora de não ficar parada, sem ter nada para fazer. Claro que achava chata aquela observação, mas mesmo assim praticava, e o tal movimento que fazia gerava mesmo movimento de clientes. Parece um exemplo bobo, mas que continuamente colocado em prática me tornava uma pessoa dinâmica, com iniciativa. Agora, em qualquer função me sinto com uma disposição natural de criar situações que não me deixem ociosa, pensando bobagens e distraída durante meu horário de trabalho. Pelo contrário, a preparação e planejamento das minhas ações que “movimentam” a minha rotina, só trazem benefícios e resultados positivos, não só profissionalmente, mas também na vida pessoal. E esse é só um exemplo das pequenas atitudes que transformam um simples empregado em um profissional.

Sbre Eanne

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Parte 1 – Trabalho: construir uma vida profissional

FGFGFGFFTrabalhei na mesma empresa por 12 anos seguidos. Acredito que seja um tempo razoável para você crescer e desenvolver seu potencial num mesmo local. Na verdade não existe um tempo determinado em anos, mas existe um tempo determinado pelo seu entusiasmo. Ou você gosta muito do que faz e se sente motivado sempre em busca de novos desafios dentro da própria empresa ou acaba desinteressado, desmotivado e tem aquele sentimento de infelicidade quando sai de casa para ir ao trabalho. Nesse caso, o melhor é partir para outra… mas o que fazer depois de anos na mesma área?

O maior erro é ficar acomodado, reclamando e muitas vezes fazendo mal feito e sem vontade o serviço. Você desperdiça tempo e energia, além de ocupar uma vaga de alguém que precisa do emprego. Na verdade, o que acontece é que não somos orientados desde cedo e não temos essa percepção de nos preparar para a vida profissional. Arrumamos um emprego e logo ficamos instalados. A atenção é sempre voltada as questões do trabalho atual e esquecemos da nossa vida profissional, num sentido mais amplo, para o futuro. O futuro é logo ali e se você não se preparar para encará-lo, vai ficar angustiado por parecer que aquela situação não tem saída. Preparação significa pensar: ” Estou aqui agora, mas onde quero estar daqui 5, 10, 15 anos?”, “Quero continuar fazendo a mesma coisa?”, ” O que preciso fazer para planejar o meu futuro profissional?”.

Uma coisa que não vai mudar nada e se torna um discurso chato para aqueles que estão em volta é se colocar como vítima. Aí você logo pensa: “Parece que o destino não está a meu favor”… Como se não fosse você o responsável pela sua vida e pelas decisões que te levaram por aquele caminho. Planejar é pensar um bom tempo antes de sair: “A partir de agora, vou trabalhar para a mudança”. Algumas perguntas são importantes:

Em que área gostaria de atuar? O que preciso saber sobre a posição que desejo? Que cursos tenho que fazer? Como estabelecer contato com pessoas que já trabalham na área?

E muito mais eficaz do que pensar é agir. Agora só posso construir daqui por diante. É uma situação difícil ( já passei por isso) porque quando não há uma programação dos seus próximos passos você se sente perdido e não sabe o que fazer. Nessa hora, só pense numa coisa. O passado já ficou para trás e não tem como mudar. Se você se sente sem rumo, experimente coisas novas. Arrisque e não se importe se as pessoas irão achá-lo (a) louco (a) ou indeciso (a).

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