Dica soundtrack: Vitamina C – Can do filme Vício Inerente

Can-The-Lost-Tapes

Realmente Vitamina C e Can são nomes muito estranhos para uma música e uma banda. Mas é isso mesmo. Vitamina C é o nome de uma música da banda alemã Can. Ela faz parte da trilha sonora do filme Inherent Vice (tradução para o português Vício Inerente) , lançado em 2014 pelo diretor  Paul Thomas Anderson e protagonizado pelo perfeito Joaquin Phoenix. A respeito do filme, não recomendaria a um amigo, pois tirando a atuação de Phoenix que sempre vale a pena conferir, o filme é confuso e a história nada empolgante. Resumindo: a história que se passa nos anos 70 tem como enredo um investigador particular viciado em drogas Larry “Doc” Sportello (Joaquin Phoenix) que investiga o desaparecimento de sua ex namorada. O filme é um pouco complexo e você precisa prestar bastante atenção para entender alguma coisa.

Já a música Vitamina C que passa nos minutos iniciais do filme numa cena com o próprio Phoenix é eletrizante. Apesar da letra ser horrível “Ei você, você está perdendo, você está perdendo, você está perdendo, você está perdendo sua vitamina C…”, o som e a batida são exatamente descritas como o rock da banda formada em Colônia, na Alemanha: psicodélico.

O can é uma banda experimental, estilo banda de garagem que teve início em 1968 com os integrantes:  Holger Czukay (bateria), David Johnson (flauta), Jaki Liebezeit (baterista),  Michael Karoli (guitarrista) e  Irmin Schmidt’s (pianista). O primeiro álbum da banda Monster Movie (1969) já definia o estilo musical da banda: sons tocados espontaneamente e dirigidos por ritmos repetitivos. Hoje em dia todos os integrantes ainda fazem performances como músicos ou colaboradores solos.

Sbre Eanne

Are you experienced? (Exposição no shopping JK, São Paulo)

(Detalhes sobre a exposição em São Paulo no final do artigo)

Uma definição que gosto para definir os gênios é que eles ou elas estão à frente do seu tempo.

Leonardo da Vinci, Albert Einstein, James Maxwell, Marie Curie e Emmy Noether para as ciências; Shakespeare e Machado de Assis para a literatura; Goya e Dali para as artes, Kubrik para o cinema, a lista é longa e cada um pode incluir algum da sua preferência.

O cidadão nascido em Novembro de 1942 em Seattle, Estados Unidos de nome Johnny Allen Hendrix, se encaixa em todas as definições do que é ser um gênio.

Hendrix estava MUITO além do seu tempo.

Bebendo na fonte do Blues, fez uma obra atemporal.

Daqui a cem, duzentos, mil anos – se a humanidade chegar lá – alguém vai botar um fone e curtir “Red House”,” Voodoo Child”, “Purple Haze” , apenas para citar as mais conhecidas.

Um crítico da Rolling Stone, David Fricke, assim definiu:

“Em 2003, eu propus aos meus editores uma edição especial devotada aos melhores e mais influentes guitarristas de rock. Eles sugeriram um número – 100 – e a idéia de ranqueá-los. Eu apareci com os nomes, baseado na minha longa vida de devoção ao instrumento e para aqueles que o tocavam; 100 provou ser pequeno para a tarefa – minha lista de notáveis estava perto dos 500 –  e a ordenação era um trabalho frustrante; no final eu analisei desta maneira: Jimi Hendrix era Número Um de todo jeito; os outros 99 eram todos Número Dois.”

Meu sonho é um dia fazer uma entrevista com um cara bem engravatado citando Purple Haze:

Me fale da sua experiência profissional.

Purple haze, all in my brain
Lately things they don’t seem the same
Actin’ funny, but I don’t know why
Excuse me while I kiss the sky

Me fale das suas virtudes e fraquezas.

Purple haze, all around
Don’t know if I’m comin’ up or down
Am I happy or in misery?
Whatever it is, that girl put a spell on me

Me fale como você pode agregar valor a esta renomada corporação.

Purple haze all in my eyes
Don’t know if it’s day or night
You got me blowin’, blowin’ my mind
Is it tomorrow, or just the end of time?

A exposição em cartaz no shopping JK trata de um período de Jimi Hendrix em Londres, entre 1966 e 1967, quando ele foi descoberto pelos fãs e crítica europeia. Não é um acervo grande, mas é bem explicado, com roupas, guitarras, e alguns detalhes biográficos. É possível ver um documentário legendado exatamente sobre este período.

O maior problema é o seu preço: paguei R$ 50,00 (meio da semana vale R$ 40,00 e é aceito meia entrada para quem tem carteirinha), muito caro para o tamanho da exposição. Acho que colocaram este preço em razão do lugar, um shopping bem sofisticado, típico da classe média paulistana batedora de panelas.

Mas se tiver carteirinha, vale a pena ir, Jimi Hendrix merece.

Shopping JK Iguatemi
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2.041
(011) 3152-6800
iguatemi.com.br/jkiguatemi

– Estac. (R$ 13 p/ 2 h). Ingresso: R$ 40 e R$ 50 (grátis p/ menores de 12 e maiores de 60 anos).
– 200 pessoas p/ período
– Ar condicionado
– Acesso para deficiente
– Wi-fi

De 10/06/2015 até 31/07/2015
Segunda: 10h, 22h
Terça: 10h, 22h
Quarta: 10h, 22h
Quinta: 10h, 22h
Sexta: 10h, 22h
Sábado: 10h, 22h
Domingo: 14h, 20h

Família Fora da zona verde na exposição!
Família Fora da zona verde na exposição!
Uma fender stratocaster usada pelo próprio!
Uma fender stratocaster usada pelo próprio!

O gigante Metallica

Uma das bandas mais bem sucedidas no cenário do rock, com 9 milhões de discos vendidos desde 1981 e que nos anos 90 alcançou o ápice da carreira.

Foto: Internet
Foto: Internet / Vocalista e guitarrista James Hetfield; baixista Lars Ulrich; guitarrista Kirk Hammett; baixista Robert Trujillo.

Lembro que nessa época gostava de algumas músicas, talvez as mais populares: “Nothing else matters”, “The unforgiven”, “Enter Sandman”, “One”, Sad but true”, pois achava as outras faixas um tanto “pesadas”. Até que um dia fui com o Parma e um amigo ao show da turnê “World Magnetic Tour” em 2010 no Estádio do Morumbi. Um grande show. A estrutura, as músicas, a banda, os efeitos me conquistaram. Depois pesquisando um pouco mais descobri o documentário Metallica: Some Kind of Monster, onde a minha admiração pela banda só aumentou.

Foto: Internet
Foto: Internet / As frequentes discussões entre James Hetfield e Lars Ulrich

 O documentário mostra o backstage da gravação do disco St. Anger: a escolha das faixas, o repertório. Enquanto isso, um terapeuta contratado pela banda, acompanha as reuniões dos integrantes com a missão de ajudá-los a superar a crise que enfrentavam. Foi uma época sombria para o Metallica. O baixista Jason Newsted deixa a banda e o vocal James Hetfield está em recuperação depois de 1 ano afastado em reabilitação do álcool. Achei muito bacana porque os integrantes originais esperaram a recuperação do vocalista. Também há cenas das audições em busca da contratação de um novo baixista. O escolhido foi  Robert Trujillo que já havia tocado com o Ozzy Osbourne.

Foto: Internet
Foto: Internet / As audições em busca de um novo baixista
Foto: Internet / Robert Trujillo
Foto: Internet / Robert Trujillo

Quando foi anunciado a contratação, o baixista ganhou de cara “para resolver sua situação financeira” 1 milhão de dólares. No filme, o baterista  Lars Ulrich mostra porque é um dos rockeiros mais ricos do mundo: ele tem uma vasta coleção de arte. O documentário é produzido por Joe Berlinger e Bruce Sinofsky, filmado em 2003 e nos dá uma percepção de quanto o Metallica é gigante no cenário da música. Para quem ainda tem dúvida, vale assistir o show que eles fizeram na Antartida, assim sendo uma das poucas bandas se não a única a fazer shows nos 5 continentes.

Sbre Eanne