Ainda vale a pena conhecer o mundo?

downloaddDiscorro agora sobre um texto do querido Mr. Miles, o homem mais viajado do mundo (segundo ele mesmo) que sai toda terça-feira no caderno de viagens do Estadão. É uma pergunta de uma leitora que lamenta não ter mais vontade de viajar por só haver desgraças, como a tragédia dos refugiados. Ela afirma que não vale mais a pena conhecer o mundo. Sabiamente, Mr. Miles responde, contrariando esse pensamento descrente (leia o texto). E concordo em gênero, número e grau. Não temos que fingir que os problemas não existem ou que não fazem parte do nosso universo. Pobreza, miséria, violência, escravidão, sempre existiram e sempre existirão porque assim se faz uma sociedade com aqueles que dominam e com os que são dominados.

O que muda com o passar do tempo é o tipo, a forma e a execução das atrocidades. Se antes os países entravam em guerras com seus soldados e tanques, agora são obrigados pela “diplomacia”, a não invadirem territórios alheios. No entanto, “invisivelmente”, fornecem armas e dinheiro a grupos dispostos a tudo. Grupos que recrutam soldados pela ideologia, mas que seus líderes são movidos por alianças, conchavos, poder e dinheiro. Assim como Putin (presidente da Rússia) que alimenta grupos rebeldes na Ucrânia e no Oriente Médio apoia o ditador Bashar Assad (e sabe lá mais o que). Com o único objetivo de manter seus interesses e até ampliá-los, governos “investem” em grupos armados não se importando com os meios que justifiquem os fins.

Sbre Eanne