Estudar ou não estudar? Eis a questão.

Sem vv

No mundo de hoje o que mais recebemos durante o dia é informação superficial. Neste caso, estudar é a melhor maneira de obter conhecimento.

Estava lendo alguns textos sobre produção de conteúdo na internet e me deparei com a seguinte explicação: “a internet é feita de dados, que são a matéria-prima da informação e ela que você busca quando digita um w.w.w.. Hoje chamamos a informação de conteúdo e, dependendo das competências cognitivas do usuário/leitor, tudo isso torna-se conhecimento”. Mas para quem acha que conhecimento é tudo que se recebe vindo da internet está cometendo um erro. Vou explicar melhor.

Antigamente, você podia sentar no sofá com seu avô, sua tia, seus pais e eles começavam a contar histórias de vida, “causos” históricos, de família, curiosidades. Minha avó era assim. Estas histórias são conhecimento. Agora ninguém da família tem tempo para isso. Os pais chegam em casa e têm que fazer muitas coisas…os filhos estão ocupados (não importa a idade), porque fazem várias atividades extras e ainda têm que fazer lição de casa, dar uma olhadinha no Facebook, conversar com o amigo no Whatsapp. E a frase mais ouvida em casa é: ” tô ocupado”.

Por isso, se você tem a intenção de voltar a estudar, não pense duas vezes. Digo isso porque estudar é uma das únicas maneiras de você parar um tempo, sentar numa cadeira, se concentrar num assunto e poder entender sobre aquele tema de uma forma mais profunda.

Faça uma especialização, um mestrado (assim como eu, aos 40 anos) ou qualquer curso que vai oferecer a oportunidade de aprofundar um conhecimento sobre algo. Diante tantas informações superficiais, repetidas e às vezes mentirosas, quando você pega um livro de um bom autor (que te ajuda a pensar), você exercita o pensamento e estimula sua capacidade de refletir sobre várias coisas do tema e da vida.

Não se deixe ser bombardeado o dia inteiro (porque mesmo não querendo é inevitável) por informações irrelevantes, que não contribuirão com nada. Exercite sua mente.

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O que você sabe sobre o suicídio?

No mundo

Você já conheceu alguém que cometeu suicídio? Eu pelo menos conheci umas três pessoas no meu círculo de relacionamentos. O tema sempre foi um tabu e talvez por isso não saibamos alguns detalhes sobre este tipo de morte.

Um artigo publicado na Revista Brasileira de Psicologia em 2015, revela que o suicídio é um fenômeno mundial e é considerado um significativo problema de saúde mental. Para se ter ideia, a taxa de mortes por suicídio foi de 1,5% do total de óbitos no mundo, ou seja, houve mais mortes deste tipo do que assassinatos e mortes por guerras ocorrido num ano.

A OMS (organização mundial da saúde) ainda acredita que este número seja maior, devido as falhas de registros nos países. É a segunda causa de mortes de jovens no mundo. “Países populosos como Índia, China e Brasil, apesar do grande números de casos, apresentam baixas taxas de suicídio”, diz a pesquisa.

A Guiana, um pequeno país com a população aproximada de 800.000 que fica ao norte da América do Sul é onde há a maior taxa mundial de suicídios no mundo (ver reportagem BBC). Segundo a reportagem, as causas geralmente são “desavenças familiares, problemas de relacionamento e violência doméstica”.

Um dado levantado pela OMS é que 75% casos de suicídio se dão em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, apontando para uma correlação entre situação econômica e taxas de suicídio, ainda que esta não seja determinante.

Em relação a idade está havendo uma inversão na distribuição de casos. Os jovens na faixa etária de 5 a 44 anos cometem mais suicídios que os adultos com idade acima de 45 anos e essa tendência parece se manter nos próximos anos.

O suicídio é mais comum entre homens e a tentativa de suicídio entre as mulheres (dados observados historicamente). Estima-se que a cada morte por suicídio de adulto ocorram ao menos 20 tentativas de suicídio, o que representa uma tentativa de suicídio a cada segundo, sendo esta, o principal indício de suicídio.

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No Brasil

  • Suicídio é responsável pela morte de 3,7% dos jovens (15 a 29 anos);

  • Região Norte é onde se concentra o maior números de mortes por suicídio;

  • Os homens cometem mais suicídios do que as mulheres;

  • Local: a própria casa é o cenário mais frequente (51%), seguida pelos hospitais (26%).

  • Os principais meios utilizados são enforcamento (47%), armas de fogo (19%) e envenenamento (14%). Entre os homens predominam enforcamento (58%), arma de fogo (17%) e envenenamento por pesticidas (5%). Entre as mulheres, enforcamento (49%), seguido de fumaça/fogo (9%), precipitação de altura (6%), arma de fogo (6%) e envenenamento por pesticidas (5%).

É importante estar atento aos sinais prévios do suicida: mudança de comportamento, depressão, angústia, desinteresse e não subestimar quando uma pessoa diz que quer cometer o suicídio. Muitas vezes pensamos que se trata de algum problema pontual, mas pode ser alguma coisa mais grave e por isso vale toda a atenção.

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias.

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Miss Sloane – Armas na mesa

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Filme de 2016, Miss Sloane (tradução, Armas na mesa) é um daqueles filmes com diálogos rápidos (ele realmente prende a atenção), protagonizado pela excelente Jessica Chastain (que concorreu ao Oscar este ano). O filme conta a história de uma lobista que faz tudo para alcançar seu objetivo: influenciar no resultado da lei anti-armas.

E mostra ao longo das cenas as artimanhas que ocorrem nos bastidores de uma das maiores industrias americanas: a do lobby. No Brasil esse tipo de negócio não é regulamentado, as influências corporativas no meio público se estabelecem extra oficialmente. Já em solo americano, uma das maiores empresas do ramo, a Squire Patton Bogss emprega por volta de 600 pessoas e tem como clientes mais de 60 países (fonte: GGN). Tudo tem que acontecer registrado e há regras que não podem ser quebradas, como pagar vantagens aos políticos, por exemplo. É claro que tudo é burlado e isso é mostrado no filme.

Vale muito assistir ao filme e pensar o quanto é cruel as relações promíscuas entre políticos que só pensam nas reeleições e empresas empenhadas nos seus próprios interesses. Abaixo o trailer:

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Por que os brasileiros não ganham muitas medalhas?

Sei que agora é tarde para fazer este comentário porque o Brasil foi escolhido para sediar as Olimpíadas em 2009, ou seja, 7 anos atrás, mas assistindo aos jogos me dei conta que o Governo, de quem é a responsabilidade de organizar o evento, só se preocupou com a parte financeira das Olimpíadas.

Na verdade, o planejamento com os atletas se mostra ineficiente, apesar de ter tido algum esforço com a construção de alguns centros de treinamento, como o Arena Caixa, localizada em São Bernardo do Campo (SP), e que foi inaugurada em março de 2014; com os programas de apoio financeiro, como o bolsa-atleta, que oferece ao esportista olímpico uma ajuda financeira no valor de R$ 3.100,00; e o Plano Brasil Medalhas, que investiu 1 bilhão adicional aos esportes olímpicos e paraolímpicos para o Rio 2016. Esse valor foi dividido entre a contratação de técnicos e equipes multidisciplinares, compra de equipamentos e materiais, viagens para treinamentos e competições, construções, reformas e equipagem de centros de treinamento de várias modalidades e complexos esportivos e ações voltadas para o apoio dos atletas como o Bolsa Pódio. Esse último, de acordo com a página Brasil 2016, assegura ao competidor uma bolsa que varia entre R$ 5.000,00 a R$ 15.000,00 dependendo das classificações em Mundiais e competições internacionais.

A maioria dos atletas possuem o benefício que tem o intuito de oferecer ao atleta apoio financeiro em troca de dedicação exclusiva ao esporte e resultados expressivos nas competições de alta performance, uma vez que a manutenção da bolsa é analisada pelos resultados obtidos.

Um dos atletas beneficiados pela Bolsa Pódio é a medalhista de ouro Rafaela Silva, os ginastas Diego e Daniele Hipólito, a judoca Sarah Menezes, o nadador Leonardo de Deus, entre outros.

No entanto, somente o incentivo financeiro não é suficiente para fomentar e transformar o esporte brasileiro. Nos jogos das Olimpíadas Rio 2016 vale algumas observações.

Os atletas não tem uma consistência nos Jogos Olímpicos. Um exemplo é a judoca Sarah Menezes que foi campeã com medalha de ouro em Londres 2012 e agora “em casa” não conseguiu passar pela primeira fase.

O incentivo oferecido pelo Governo não foi capaz de beneficiar e revelar novos nomes, já que as bolsas eram concedidas para atletas já consagrados. Muitos esportes com tradições de conseguir medalhas para o Brasil como o judô e a natação, não conseguiram um bom desempenho no próprio país.

Na minha opinião, os atletas brasileiros precisam trabalhar muito o lado psicológico. Eles são vulneráveis as pressões, que são normais num ambiente competitivo. É só prestar atenção nos discursos e choros “desconsolados”. Até a Rafaela Silva no final da luta, quando já tinha ganho o ouro, não conteve as lágrimas que pareciam de quem havia percorrido um calvário para chegar ali. Prova que nosso esporte precisa de uma atenção especial.

Um exemplo a ser seguido é a Austrália. Uma série de medidas, como recursos abundantes, instrumentos bem aplicados e vontade política fizeram o país dos cangurus deslancharem e de 5 medalhas de Bronze em Montreal (1976) conseguiram 58 nos Jogos de Sydney (2000), país sede. Foram mais de 20 anos para obter resultados, mas a Austrália é um modelo para as nações que querem investir com sucesso em seus atletas. No próximo post vou falar um pouco sobre o que foi realizado nesse país da Oceania.

Sbre Eanne

 

Série da Netflix: Bloodline

Quando você pensa que já assistiu as melhores séries da TV aí vem uma que te deixa aficionado até o último episódio. Bloodline é assim. A história gira em torno de um drama familiar: o filho mais velho problemático decide voltar para casa depois de muito tempo ausente. Esse retorno traz a tona segredos que abalam a família aparentemente exemplar dos Rayburn. O interessante é observar como agem as pessoas que sofrem algum tipo de pressão, tanto que o “slogan” da série “não somos pessoas ruins, mas fizemos algo terrível” retrata a angústia dos personagens. Os atores são tão bons que resolvi explorar um pouco suas trajetórias.

Robert Rayburn ( Sam Shepard) – veterano do cinema, atuou em filmes como Os eleitos em 1983, Paris-Texas, 1984, Diário de uma paixão,2004, O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford, 2007, Álbum de família, 2013, entre outros.

Sissy Spacek (Sally Rayburn) – atriz americana que já ganhou o Oscar com o filme “O destino mudou sua vida”, 1980 e protagonizou a Carrie no filme “Carrie, a estranha” na versão de 1976 de Stephen King e mais recentemente (2011) Histórias Cruzadas.

Kyle Chandler (John Rayburn) – ator americano que participou de várias séries, como Friday Night Lights e alguns filmes: A hora mais escura (2012) e O lobo de Wall street (2013).

Ben Mendelsohn (Danny Rayburn) – australiano atuou em filmes do seu país como: Austrália (2008), Reino animal (2010) e o Lugar onde tudo termina (2012).

Linda Cardellini (Meg Rayburn) – atriz americana mais conhecida pelo papel de  Velma Dinkley no filme Scooby-Doo (2010) e também participou da série Mad Men (2013).

Norbert Leo Butz (Kevin Rayburn) – é um ator mais conhecido por suas atuações no teatro da Broadway e algumas participações nas séries Law and Order: Criminal Intent (2009) e CSI: Crime Scene Investigation (2010).

Sbre Eanne

 

 

 

“Tudo que vicia começa com C”

E eu nunca tinha pensado no que o sábio Luiz Fernando Veríssimo descreve abaixo.

TUDO QUE VICIA COMEÇA COM C

“Tudo que vicia começa com C. Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios. Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê. Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê. Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também – adivinha – começa com a letra c. Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein? E o computador e o chocolate? Estes dispensam comentários. Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana. Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade… cinco. Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito. Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura…”

Sbre Eanne

O futuro nos mostrará a verdade

images (4)O impeachment já era mais do que esperado. Pelos menos o afastamento, já que na política nada pode se dar como certo. Tudo vai depender dos próximos 180 dias.

Nessa situação de bombardeio de informações relativos à política brasileira tento parar para pensar no que ouço e no que vejo para tentar entender o que está acontecendo no país. Não rejeito em escutar aqueles que pensam ao contrário das minhas convicções porque sempre procuro algum argumento que se encaixe nessa confusão. Nem tampouco só consumo o lado que me agrada para não cair na armadilha daqueles que não conseguem ouvir mais nada. Prefiro desconfiar do que vejo no noticiário porque todo mundo tem um lado, sem exceção e isenção. Acredito que alguns fatos são reais e notórios e aqueles que rejeitam, o fazem por serem mais próximos de suas ideias e por isso mais cômodos e interessantes para si mesmos.É assim que se descobre a natureza humana. Eis alguns:

1º) O real motivo do impeachment da presidente não são as tais pedaladas fiscais e sim um desastroso e incompetente governo. Um fato que demonstra claramente essa situação são os próprios discursos dos parlamentares no Congresso que enfatizam a crise como motivo para a saída de Dilma.

2º) A mídia está empenhada em retirar o poder das mãos do PT. A vontade dos donos de empresas de comunicação se sobressaem num jornalismo que está longe de ser imparcial e mostrar somente os fatos. São tendenciosos e manipulam informações. A maior certeza disso foi o tempo e os recursos atribuídos as investigações relacionadas ao ex-presidente Lula no caso do sítio em Atibaia e no apartamento do Guarujá. Toda história enfatizada num momento conturbado do país.

3º) A Lava jato teve como alvo os integrantes do PT. Todas as pessoas presas são ligadas ao partido.

Não sou petista e tenho certeza que a maior culpada pelo que está acontecendo é a própria Dilma que não soube administrar e governar o país. Também acredito que o sistema político brasileiro atual só colabora em proliferar a corrupção e o clientelismo.

O que é preocupante são as novas maneiras criadas para impor vontades de um grupo que não é o povo, pelo contrário, são as velhas e boas elites de sempre. Um grupo que lucra com a alienação da população e que quer a qualquer custo cortar os direitos adquiridos da classe trabalhadora. O Brasil não é uma empresa, onde o dono manda o diretor embora por ser incompetente. O país é uma República Federativa representada pelo Estado que tem como função zelar pelo povo. Não é tão simples como uma empresa. Os direitos sociais são adquiridos e assegurados por leis que protegem os cidadãos.

Algumas questões para refletir: o processo desse impeachment não pode ser uma receita eficaz a derrubada de governos futuros contrários aos interesses da elite? Os próximos presidentes receosos de serem derrubados, não serão mais reféns de um Congresso corrupto e preocupado com seus próprios interesses? Será que houve realmente a manifestação favorável ao impeachment pela maioria dos brasileiros?

Sbre Eanne