Por que os brasileiros não ganham muitas medalhas?

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Sei que agora é tarde para fazer este comentário porque o Brasil foi escolhido para sediar as Olimpíadas em 2009, ou seja, 7 anos atrás, mas assistindo aos jogos me dei conta que o Governo, de quem é a responsabilidade de organizar o evento, só se preocupou com a parte financeira das Olimpíadas.

Na verdade, o planejamento com os atletas se mostra ineficiente, apesar de ter tido algum esforço com a construção de alguns centros de treinamento, como o Arena Caixa, localizada em São Bernardo do Campo (SP), e que foi inaugurada em março de 2014; com os programas de apoio financeiro, como o bolsa-atleta, que oferece ao esportista olímpico uma ajuda financeira no valor de R$ 3.100,00; e o Plano Brasil Medalhas, que investiu 1 bilhão adicional aos esportes olímpicos e paraolímpicos para o Rio 2016. Esse valor foi dividido entre a contratação de técnicos e equipes multidisciplinares, compra de equipamentos e materiais, viagens para treinamentos e competições, construções, reformas e equipagem de centros de treinamento de várias modalidades e complexos esportivos e ações voltadas para o apoio dos atletas como o Bolsa Pódio. Esse último, de acordo com a página Brasil 2016, assegura ao competidor uma bolsa que varia entre R$ 5.000,00 a R$ 15.000,00 dependendo das classificações em Mundiais e competições internacionais.

A maioria dos atletas possuem o benefício que tem o intuito de oferecer ao atleta apoio financeiro em troca de dedicação exclusiva ao esporte e resultados expressivos nas competições de alta performance, uma vez que a manutenção da bolsa é analisada pelos resultados obtidos.

Um dos atletas beneficiados pela Bolsa Pódio é a medalhista de ouro Rafaela Silva, os ginastas Diego e Daniele Hipólito, a judoca Sarah Menezes, o nadador Leonardo de Deus, entre outros.

No entanto, somente o incentivo financeiro não é suficiente para fomentar e transformar o esporte brasileiro. Nos jogos das Olimpíadas Rio 2016 vale algumas observações.

Os atletas não tem uma consistência nos Jogos Olímpicos. Um exemplo é a judoca Sarah Menezes que foi campeã com medalha de ouro em Londres 2012 e agora “em casa” não conseguiu passar pela primeira fase.

O incentivo oferecido pelo Governo não foi capaz de beneficiar e revelar novos nomes, já que as bolsas eram concedidas para atletas já consagrados. Muitos esportes com tradições de conseguir medalhas para o Brasil como o judô e a natação, não conseguiram um bom desempenho no próprio país.

Na minha opinião, os atletas brasileiros precisam trabalhar muito o lado psicológico. Eles são vulneráveis as pressões, que são normais num ambiente competitivo. É só prestar atenção nos discursos e choros “desconsolados”. Até a Rafaela Silva no final da luta, quando já tinha ganho o ouro, não conteve as lágrimas que pareciam de quem havia percorrido um calvário para chegar ali. Prova que nosso esporte precisa de uma atenção especial.

Um exemplo a ser seguido é a Austrália. Uma série de medidas, como recursos abundantes, instrumentos bem aplicados e vontade política fizeram o país dos cangurus deslancharem e de 5 medalhas de Bronze em Montreal (1976) conseguiram 58 nos Jogos de Sydney (2000), país sede. Foram mais de 20 anos para obter resultados, mas a Austrália é um modelo para as nações que querem investir com sucesso em seus atletas. No próximo post vou falar um pouco sobre o que foi realizado nesse país da Oceania.

Sbre Eanne

 

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