Série da Netflix: Bloodline

Quando você pensa que já assistiu as melhores séries da TV aí vem uma que te deixa aficionado até o último episódio. Bloodline é assim. A história gira em torno de um drama familiar: o filho mais velho problemático decide voltar para casa depois de muito tempo ausente. Esse retorno traz a tona segredos que abalam a família aparentemente exemplar dos Rayburn. O interessante é observar como agem as pessoas que sofrem algum tipo de pressão, tanto que o “slogan” da série “não somos pessoas ruins, mas fizemos algo terrível” retrata a angústia dos personagens. Os atores são tão bons que resolvi explorar um pouco suas trajetórias.

Robert Rayburn ( Sam Shepard) – veterano do cinema, atuou em filmes como Os eleitos em 1983, Paris-Texas, 1984, Diário de uma paixão,2004, O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford, 2007, Álbum de família, 2013, entre outros.

Sissy Spacek (Sally Rayburn) – atriz americana que já ganhou o Oscar com o filme “O destino mudou sua vida”, 1980 e protagonizou a Carrie no filme “Carrie, a estranha” na versão de 1976 de Stephen King e mais recentemente (2011) Histórias Cruzadas.

Kyle Chandler (John Rayburn) – ator americano que participou de várias séries, como Friday Night Lights e alguns filmes: A hora mais escura (2012) e O lobo de Wall street (2013).

Ben Mendelsohn (Danny Rayburn) – australiano atuou em filmes do seu país como: Austrália (2008), Reino animal (2010) e o Lugar onde tudo termina (2012).

Linda Cardellini (Meg Rayburn) – atriz americana mais conhecida pelo papel de  Velma Dinkley no filme Scooby-Doo (2010) e também participou da série Mad Men (2013).

Norbert Leo Butz (Kevin Rayburn) – é um ator mais conhecido por suas atuações no teatro da Broadway e algumas participações nas séries Law and Order: Criminal Intent (2009) e CSI: Crime Scene Investigation (2010).

Sbre Eanne

 

 

 

Ratos

A lembrança não é minha, mas do Marcelo Lima no seu excelente blog.

Só podia ser de autoria do Chico Buarque.

Não há música e letra que melhor represente o atual governo interino brasileiro.

Realmente, como que composta sob medida.

Uma boa e interessante análise sobre a música pode ser vista aqui. E ela pode ser ouvida aqui.

ODE AOS RATOS – Chico Buarque

Rato de rua
Irrequieta criatura
Tribo em frenética proliferação
Lúbrico, libidinoso transeunte
Boca de estômago
Atrás do seu quinhão

Vão aos magotes
A dar com um pau
Levando o terror
Do parking ao living
Do shopping center ao léu
Do cano de esgoto
Pro topo do arranha-céu

niquel-nausea
Rato de rua
Aborígene do lodo
Fuça gelada
Couraça de sabão
Quase risonho
Profanador de tumba
Sobrevivente
À chacina e à lei do cão

rato angeli
Saqueador da metrópole
Tenaz roedor
De toda esperança
Estuporador da ilusão
Ó meu semelhante
Filho de Deus, meu irmão

o-pifio-de-hamelin-aroeira-740x390

Rato
Rato que rói a roupa
Que rói a rapa do rei do morro
Que rói a roda do carro
Que rói o carro, que rói o ferro
Que rói o barro, rói o morro
Rato que rói o rato
Ra-rato, ra-rato
Roto que ri do roto
Que rói o farrapo
Do esfarra-rapado
Que mete a ripa, arranca rabo
Rato ruim
Rato que rói a rosa
Rói o riso da moça
E ruma rua arriba
Em sua rota de rato

ratos brasil

sobre parma