Os melhores chocolates do mundo

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Na minha viagem a Bélgica, que é considerado o país dos melhores chocolates e as mais variadas cervejas, resolvi fazer um tour sobre o chocolate. A guia que liderava um grupo de 9 pessoas começou as explicações numa das mais luxuosas galerias da Europa: St. Hubert.

Basicamente, o tour se concentrou nas lojas das grandes marcas de chocolate, com direito a degustação e visitas comentadas de alguns pontos turísticos. Foram três horas muito agradáveis, pois além de conhecer os mais famosos chocolateurs atualmente, ouvimos curiosidades sobre a cidade e provamos os mais deliciosos pralines (assim como são chamados os bombons).

Sempre é bom conhecer coisas novas numa viagem e saber por exemplo que o Godiva não é um dos melhores chocolates ( no Freeshop pelo menos é um chocolate caro). Fiquei sabendo que como muitas outras coisas, o marketing é maior e os pralines Godivianos não são feitos na Bélgica (mas mesmo assim são deliciosos e esse detalhe pode ser desconsiderado!).

O Leônidas (sim, essa marca com nome estranho) é o melhor custo benefício. Os pralines são feitos na própria Bélgica e essa marca foi escolhida para atender a Côrte do país. Também vale uma dica: peça para colocar os bombons em sacos e não em caixas, que acabam encarecendo o produto.

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A Neuhaus tem uma história curiosa. Em 1857, o proprietário Jean Neuhaus inaugura uma farmácia na famosa galeria de la Reina em Bruxelas e tem a ideia de cobrir as pílulas medicinais com uma camada de chocolate para se tornarem mais palatáveis aos seus clientes. O negócio deu tão certo para o lado do doce que a família abriu uma das mais luxuosas confeitarias da cidade. E hoje, as lojas não perderam o design parecido com as antigas boticas.

Já a Frederic Blondeel é especializada em utilizar e demonstrar a diversidade que o cacau pode ter através de vários países. Você pode encontrar o cacau da Venezuela, de Angola e até do Brasil ( a diferença é que está escrito nas embalagens, já que o cacau provém de diversos países da América do Sul e África).

 

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Na loja há chocolates com 75%, 85% e até 100% de cacau e que de acordo com aqueles que saborearam este último o gosto é insuportavelmente amargo.

Também vale a pena conhecer la Maison Pierre Marcolini, um chocolateur belga que impressiona pelo design moderno e contemporâneo do chocolate e Patrick Roger, um gourmet francês empenhado em aperfeiçoar “a arte do chocolate” e que tem uma loja deslumbrante e moderna em Bruxelas.

Estamos falando de deliciosos chocolates feitos por mestres gourmets (não desprezando os populares!), mas que possuem um gosto diferenciado, com menos açúcar e mais cacau, além de especialmente elaborados e desenhados. O preço também segue a linha requintada, como por exemplo o Leônidas que custa 9 euros cada 100 gramas, ou seja, nesta data, em torno de 45 reais. Mas não se assuste, na viagem vale a pena reservar uns euros para provar essas delícias…

O Tour de chocolate  sai por 30 euros cada pessoa (em torno de 145 reais na presente data) e vale a pena para quem entende bem a língua inglesa.

Sbre Eanne

 

 

 

 

 

 

 

Cerveja em viagem..e na Bélgica principalmente!

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Auto degustação! Dezembro 2015

O ato de viajar sempre traz a possibilidade de novas experimentações.

Ouvir outras línguas, entender outras culturas, e também degustar diferentes comidas e bebidas.

Cerveja na Bélgica é como vinho para a França. Artigo nacional, junto com os também famosos chocolates e as batatas fritas.

Talvez muita gente já tenha apreciado uma Stella Artois (mas atenção, a que se compra nos grandes supermercados é fabricada aqui no Brasil, embora com a receita supostamente original) sem se tocar que ela é belga. Segundo artigo publicado na The Economist, a Bélgica produz 1131 cervejas diferentes e é um dos maiores exportadores mundiais, tanto em números absolutos quanto na proporção da sua produção bruta.

Há razões históricas quanto naturais: a água belga é considerada de excelente qualidade, e o clima e a terra parecem favorecer o plantio da cevada e lúpulo, ingredientes essenciais na cerveja. E os monges trapistas aprenderam faz tempo que fabricar e vender cerveja de qualidade dá prestígio e também grana. Quando visitamos em Dinant o mosteiro de onde se originou a famosa Leffe, chama a atenção o fato de estar em um ambiente religioso celebrando uma bebida alcoolica… o verdadeiro encontro da cerveja e deus.

As fotos abaixo são da Maison Leffe:

Mas vamos comentar sobre a viagem: como via de regra fica caro beber em bar em bar em todas as vezes vou ao supermercado nos primeiros dias de viagem e compro uma sequencia para beber no apartamento onde estou hospedado. Isso não impede a ida aos pubs, essenciais para todo viajante que se preze.

Essa cerveja abaixo comprei nos Estados Unidos em 2011 em uma loja especializada. Boa pra cacete! Nunca mais a encontrei em outras viagens que fiz pra lá a trabalho.

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Esta cervejaria visitamos em São Petersburgo (Russia) em 2013:

 Mas voltemos para a Bélgica. Primeiro uma sequencia em um pub…

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E estas abaixo compramos para tomar no apartamento (na direita um vinho….afinal estava frio)… a primeira à esquerda é uma cerveja do tipo frutada, com um sabor bem acentuado de framboesa. Muito gostosa, por sinal.

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Um lugar bem legal que visitamos em Bruxelas é a cervejaria Cantillon, que fica muito próximo da estação de trem Midi/Sud. Achei fantástica a experiência de degustar raras cervejas do tipo Gueuze, Kriek e Lambic. No local é possível fazer um pequeno tour no processo de fabricação.

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Que líquido é esse que o papai e a mamãe tanto bebem?

 

Tomara que todos vocês tenham a oportunidade de viajar!

Viajar nos torna melhores!

E para celebrar a vida e a cerveja, nada melhor do que ouvir Velhas Virgens:

Velhas Virgens

sobre parma

Lemmy

A notícia de sua morte veio no início da nossa viagem para a Holanda. Como se fosse um velho amigo que morava ali pertinho disse cá comigo, mas porra, logo ele?

Assisti a um documentário ou uma entrevista – não me lembro – que o Lemmy dizia mais ou menos que quando você está triste ou depressivo basta colocar um rock´n´roll para tocar que todos os maus sentimentos vão embora. Achei bem legal quando a li.

Muitas vezes ouvi Motorhead em momentos como esse. Mau dia no trabalho? Bomba na faculdade? Fora de uma garota? Lemmy e o Motorhead resolvem.

O Ozzy Osbourne escreveu um artigo muito bacana logo após a sua morte na Rolling Stone, se você consegue ler em inglês, vale a pena ler aqui.

Cultuado no rock pesado, o Motorhead abria o seus shows dizendo “we are Motorhead we play rock´n´roll”. No documentário de 2010 ele descreve quais foram as suas fontes: melhor banda de todos os tempos? Beatles, claro. Melhor vocalista que o rock já teve? Little Richard.

Ele sabia das coisas.

Motorhead é rock´n´roll elevado à quinta potência.

Mas um lado que é menos lembrado – o Ozzy reforça isso nas suas lembranças – é quanto o Lemmy era um excepcional letrista. Que outro cara teria escrito “god was never on your side” (íntegra da letra aqui):

(…)

Let the voice of reason shine,
Let the pious vanish for all times,
God’s face is, hidden, all unseen,
You can’t ask him what it all means
He was never on your side,
God was never on your side
Let right or wrong, alone decide,
God was never on your side.

See the ten thousand ministries,
See the holy righteous dogs,
They claim to heal
but all they do is steal,
Abuse your faith, cheal & rob.
If god is wise, why is he still,
When these false prophets
call him friends,
Why is he silent, is he blind,
Will he see nothing in the end,

(…)

Há várias outras letras antológicas. Cada fã tem a sua.

Senti muito com a sua morte. Nunca fui aos seus shows, e olha que eles tocaram várias vezes no Brasil.

RIP Lemmy, as suas músicas são atemporais, como só os grandes fazem.

(não há contradição alguma, apenas sábio ecletismo, gostar tanto de Motorhead quanto de Jorge Ben Jor, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Cartola, Gilberto Gil.)

Terminando, para curtir nos momentos de desespero:

in the name of tragedy

e para escutar sempre…

I ain´t no nice guy

e um clássico, gravado no seu último álbum:

 

sympathy for the devil

lemmy jesus