Dica de Hospedagem – Bed and Breakfast B&B em residência compartilhada

Para quem gosta de variar os tipos de hospedagem e não ficar na mesmice dos quartos de grandes redes de hotéis, pode optar pelas casas ou apartamentos disponibilizados pelos proprietários em sites especializados como o Airbnb. Já experimentamos pelo  menos umas 5 vezes em diversas viagens e acho muito vantajoso. As fotos e detalhes dessas acomodações irão ficar para um próximo post porque hoje iremos focar na acomodação compartilhada, muitas vezes chamadas de bed and breakfast (B&B) (cama e café da manhã).

Confesso que tinha um pouco de preconceito em ficar numa casa com pessoas estranhas, mas a nossa única experiência em São Petersburgo (indicação do Trip Advisor) valeu a pena. Foi um pouco estranho quando chegamos porque o apartamento da moradora Natália, que vivia sozinha e era russa mesmo, nada parecia com uma hospedagem turística.

Foto: arquivo pessoal / porta de entrada da rua
Foto: arquivo pessoal / porta de entrada da rua

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Ficamos num quarto bem aconchegante e amplo que não tinha banheiro (o outro quarto tinha mas já estava sendo ocupado por um casal). No entanto, a proprietária disponibilizou para somente o nosso uso o banheiro em frente ao quarto.

Nosso quarto
Nosso quarto

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Vista da janela do quarto
Vista da janela do quarto

Apesar de não termos muita privacidade há algumas vantagens nessa escolha:

1. O café da manhã (incluso) era feito pela própria dona do apartamento, que fazia alguns quitutes tradicionais da Rússia. Além disso, era servido sempre no mesmo horário e a Natália fazia questão que todos os hóspedes estivessem juntos à mesa. Havia um casal de ingleses compartilhando o mesmo espaço conosco e enquanto tomávamos o café da manhã conversávamos sobre trivialidades.

2. A Natália contava algumas coisas sobre o bairro ( que era reduto de imigrantes uzbeques), indicava alguns lugares para conhecer, falava da comida e respondia a nossas curiosas perguntas.

3. Ela tinha um guia da cidade e suas próprias anotações com indicações de restaurantes, museus, parques e nos apresentou no primeiro dia de estadia. Além disso, ela estava sempre disponível para nos ajudar e resolver possíveis contratempos.

4. A cozinha ficava disponível para os guests para pequenas refeições ou tomar um chá.

Como andávamos praticamente o dia todo, não nos incomodávamos com a falta de privacidade, pois chegávamos cansados e íamos direto ao quarto.

Enfim, a hospedagem compartilhada é muito interessante para quem gosta de se comunicar, seja com moradores nativos, seja com estrangeiros que tenham o mesmo objetivo. É importante conhecer as regras da casa e combinar o uso do banheiro previamente. Eu também não indicaria para quem gosta de curtir a noite, pois pode ser um incômodo para os outros hóspedes chegar muito tarde ou fazer barulho.

Sala de estar
Sala de estar
Cozinha
Cozinha

No site da B&B “St. Petersburg Assembly”, como é chamado, Natália lista o que os guests comentam sobre as vantagens de se hospedar lá:

* localização central (dá para ir a pé para as principais atrações da cidade);

* preço razoável;

 * bom café da manhã

* uma sala de estar convidativa a noite (ou não) para relaxar;

* Privacidade (cada quarto tem sua chave e os hóspedes podem sair e chegar quando quiserem);

* Há mapas e livros com informação sobre a cidade em cada quarto.

* E o mais importante – uma amistosa proprietária que fala inglês e pode ajudar os guests sobre várias informações.

* Em poucas palavras, o B&B será sua casa, onde você estará seguro e confortável durante sua estadia em St. Petersburg.

E tudo é verdade. Testei e comprovei.

Instituto Butantan

Cobras, lagartos, serpentes, viúvas negras, escorpiões.

Pítons, jararacas, calangos, corais falsas ou verdadeiras, aranhas armadeiras.

Não é o Congresso Nacional ou a Assembléia, é o Instituto Butantan.

Em uma cidade tão carente de opções de passeio ou lazer, o Butantan é uma boa pedida.

Fomos lá no domingo passado, em um dia lindo de inverno, depois de muitos anos.

Após tentarmos ir ao Ibirapuera, sem encontrar lugar para parar o carro demos meia volta.

E chegamos a um lugar fácil para estacionar, com muita gente fazendo piquenique, jogando bola, criançada para lá e para cá.

O Butantan é um grande instituto de pesquisa, com uma história centenária. É um belo lugar para as crianças aprenderem o que é e como se faz ciência. É um complexo com três museus, o Biológico, o Histórico e o museu de Microbiologia.

Vale a pena visitar.

A sua produção de soros e vacinas é pioneira e de alta qualidade. E o nosso sistema público de saúde as distribui gratuitamente.

Como comparação, leiam o post que vi no Tijolaço, onde é relatado que nos Estados Unidos um tratamento para picada de cobra pode chegar a 153 mil dólares!

Como aperitivo, segue abaixo o vídeo institucional recentemente atualizado:

Instituto Butantan

Avenida Vital Brasil, 1500 – Butantã, São Paulo – SP, 05503-900, Brasil

http://www.butantan.gov.br/Paginas/default.aspx

Cadê o escorpião que o papai falou?
Cadê o escorpião que o papai falou?
Socorro! tem uma urutu atrás de mim!!
Socorro! tem uma urutu atrás de mim!!

Japonês cria blog e “falsifica” a felicidade

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Quando a gente pensa que já viu de tudo nesse mundo, sai uma notícia inusitada no G1. Um japonês chamado Keisuke Jinushi tem um blog ensinando as pessoas a tirarem fotos em vários lugares como se estivesse se divertindo com alguém, sendo que na realidade a pessoa estaria sozinha. No Instagram ele aparece em várias fotos como se estivesse com a namorada e na verdade ele utiliza montagens e truques para parecer que está acompanhado e feliz. Fiquei pensando no significado de felicidade para o Keisuke e muitas outras pessoas também.

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No meio de tantos estereótipos, a vida se torna um clichê através de uma foto. Como se um instante captado por uma câmera retratasse a maior parte da realidade. Como se fosse importante, e por que não dizer obrigação de mostrar o tempo todo a felicidade para o mundo. E como se só existisse pessoas lindas e felizes!

Não que eu seja contra as fotos nas Redes Sociais, mas sempre me pergunto por que as pessoas tem tanta necessidade em mostrar suas vidas publicamente? E muitas vezes de forma tão rotulada nas imagens de felicidade e alegria. Mas alguns podem comentar:” Mas são meus amigos!!!”, sim, e quando nos encontramos não temos mais o que contar! “Já sei o que você você fez no feriado…”.

Prefiro fazer minha reflexão sobre esse assunto por um ângulo diferente, baseado na história de uma amiga que infelizmente estava muito doente psicologicamente. O que me intriga é o poder de influência que estes posts podem exercer para as pessoas que sofrem de algum problema grave emocional, como por exemplo, depressão. Imagino uma pessoa sofrendo deste mal e vendo as pessoas tão felizes e parecendo não ter problemas, o que ela pensaria? Só eu sou infeliz neste mundo… Muitos pensam que é só uma brincadeira, que é exagero, que é óbvio que ninguém é feliz o tempo todo. Mas como diria D. Ruth, o óbvio não existe. E a pessoa que está debilitada pela baixa auto-estima e infeliz pode ter a certeza que lhe ronda a cabeça de ser o ser mais inferior do mundo.

Talvez essa seja uma característica do ser humano, insuflada pela moda, pela mídia, pelas celebridades, pela sociedade. Sendo assim, só me resta contestar pelas sábias palavras de Fernando Pessoa, no Poema em Linha Reta:

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Sbre Eanne

Are you experienced? (Exposição no shopping JK, São Paulo)

(Detalhes sobre a exposição em São Paulo no final do artigo)

Uma definição que gosto para definir os gênios é que eles ou elas estão à frente do seu tempo.

Leonardo da Vinci, Albert Einstein, James Maxwell, Marie Curie e Emmy Noether para as ciências; Shakespeare e Machado de Assis para a literatura; Goya e Dali para as artes, Kubrik para o cinema, a lista é longa e cada um pode incluir algum da sua preferência.

O cidadão nascido em Novembro de 1942 em Seattle, Estados Unidos de nome Johnny Allen Hendrix, se encaixa em todas as definições do que é ser um gênio.

Hendrix estava MUITO além do seu tempo.

Bebendo na fonte do Blues, fez uma obra atemporal.

Daqui a cem, duzentos, mil anos – se a humanidade chegar lá – alguém vai botar um fone e curtir “Red House”,” Voodoo Child”, “Purple Haze” , apenas para citar as mais conhecidas.

Um crítico da Rolling Stone, David Fricke, assim definiu:

“Em 2003, eu propus aos meus editores uma edição especial devotada aos melhores e mais influentes guitarristas de rock. Eles sugeriram um número – 100 – e a idéia de ranqueá-los. Eu apareci com os nomes, baseado na minha longa vida de devoção ao instrumento e para aqueles que o tocavam; 100 provou ser pequeno para a tarefa – minha lista de notáveis estava perto dos 500 –  e a ordenação era um trabalho frustrante; no final eu analisei desta maneira: Jimi Hendrix era Número Um de todo jeito; os outros 99 eram todos Número Dois.”

Meu sonho é um dia fazer uma entrevista com um cara bem engravatado citando Purple Haze:

Me fale da sua experiência profissional.

Purple haze, all in my brain
Lately things they don’t seem the same
Actin’ funny, but I don’t know why
Excuse me while I kiss the sky

Me fale das suas virtudes e fraquezas.

Purple haze, all around
Don’t know if I’m comin’ up or down
Am I happy or in misery?
Whatever it is, that girl put a spell on me

Me fale como você pode agregar valor a esta renomada corporação.

Purple haze all in my eyes
Don’t know if it’s day or night
You got me blowin’, blowin’ my mind
Is it tomorrow, or just the end of time?

A exposição em cartaz no shopping JK trata de um período de Jimi Hendrix em Londres, entre 1966 e 1967, quando ele foi descoberto pelos fãs e crítica europeia. Não é um acervo grande, mas é bem explicado, com roupas, guitarras, e alguns detalhes biográficos. É possível ver um documentário legendado exatamente sobre este período.

O maior problema é o seu preço: paguei R$ 50,00 (meio da semana vale R$ 40,00 e é aceito meia entrada para quem tem carteirinha), muito caro para o tamanho da exposição. Acho que colocaram este preço em razão do lugar, um shopping bem sofisticado, típico da classe média paulistana batedora de panelas.

Mas se tiver carteirinha, vale a pena ir, Jimi Hendrix merece.

Shopping JK Iguatemi
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2.041
(011) 3152-6800
iguatemi.com.br/jkiguatemi

– Estac. (R$ 13 p/ 2 h). Ingresso: R$ 40 e R$ 50 (grátis p/ menores de 12 e maiores de 60 anos).
– 200 pessoas p/ período
– Ar condicionado
– Acesso para deficiente
– Wi-fi

De 10/06/2015 até 31/07/2015
Segunda: 10h, 22h
Terça: 10h, 22h
Quarta: 10h, 22h
Quinta: 10h, 22h
Sexta: 10h, 22h
Sábado: 10h, 22h
Domingo: 14h, 20h

Família Fora da zona verde na exposição!
Família Fora da zona verde na exposição!
Uma fender stratocaster usada pelo próprio!
Uma fender stratocaster usada pelo próprio!

Filme: Mad Max – Estrada da fúria

Pura ação. Mad Max é um filme de ação do começo ao fim. É aquele tipo de filme que você fica até nervoso na cadeira esperando mais uma cena de explosão, de luta, de fuga e não consegue nem olhar para o lado para não perder nada.

As cenas são eletrizantes e foram rodadas nos desertos da Namíbia, Cape Town, na África do Sul e Sidney, na Austrália. A paisagem árida do deserto contribui para uma brilhante fotografia. Os atores Charlize Theron (Furiosa) e Tom Hardy (Max) são merecedores de seus respectivos papéis, com destaque para a Furiosa, que mesmo com poucos diálogos consegue transmitir vários sentimentos pelas suas expressões. Despretensioso de uma história complexa e esse era o objetivo do diretor George Miller, o filme é puro entretenimento. E de primeira.

Cidadela
Cidadela
A caçada na tempestade de areia
A caçada na tempestade de areia
Furiosa e Max
Furiosa e Max
Charlize Theron como Furiosa
Charlize Theron como Furiosa

E ainda dá para fazer uma brincadeirinha…

Edição de imagens: Eanne
Edição de imagens: Eanne
Edição de imagens: Eanne
Edição de imagens: Eanne

Sbre Eanne

E a Grécia disse não!

Leio na BBC que os gregos disseram “NÃO” à proposta de continuação do pacote de austeridade proposto pela União Européia.

Noves fora a discussão econômica – que é o ponto central da questão afinal de contas – a simbologia política atrás deste referendo é enorme.

Não por coincidência, o colunista Demetrio Magnoli escrevia ontem, 04 de Julho, na sua coluna semanal na Folha de S. Paulo, que “Amanhã, tudo indica, os gregos dirão “Sim” à Europa – e, portanto, “Não” ao seu governo...” e triunfalmente concluía seu artigo com “Amanhã, brindemos ao Sim“. Demetrio Magnoli é um bom intelectual de aluguel – nunca se sabe onde termina a sua opinião e onde começa a dos seus patrões, no caso a própria Folha, a Globo News ou a síntese de tudo isso, o think-tank Instituto Millenium.

O povo grego disse não a uma doutrina que é vendida como única, e que mais ou menos desde o golpe de 1973 no Chile –  e contundentemente desde o início dos anos 80  a partir da ascensão de Thatcher na Inglaterra e de Reagan nos Estados Unidos – é martelada como verdade econômica absoluta todos os dias nos grandes veículos de mídia: o neoliberalismo, nas suas várias e diversas vertentes.

Vale a pena, para quem se interessar, ler o artigo de Pierre Bourdieu sobre a sua essência publicado em 1998 no Le Monde Diplomatique. Aqui disponível em português.

Quando escuto que vivemos no Brasil uma grande crise, acho que se esquece o que realmente significa uma crise. Segundo a BBC, “a taxa de desemprego está em 26%, a mais alta de toda a União Europeia. Entre os jovens, esta taxa supera os 60%. Milhões de gregos vivem abaixo da linha da pobreza.”  Não se sabe o que virá agora, mas acho que a mensagem política que a Grécia mandou ao mundo é muito mais importante do que pode parecer hoje.

As vezes a manufatura do consenso falha, e isso é ótimo para a humanidade. Mas quem melhor definiu o sentimento do povo grego foi o grande Lemmy Kilmister:

Essa foi pra você Angela Merkel!!
Essa foi pra você Angela Merkel!!

A paulista é nossa!

Acho a Avenida Paulista um grande cartão postal de São Paulo.

Que começa no Paraíso e termina na Consolação.

Fica a 21 km do Capão Redondo, 33 km da Cidade Tiradentes, 37 km de Perus.

Palco de manifestações, conquistas de títulos, revoltas e da Parada Gay.

Lá fica o MASP, o parque Trianon, a Casa das Rosas, o prédio da Gazeta, o teatro popular do SESI, o cinema Reserva Cultural, o conjunto nacional com a livraria Cultura.

Segundo o Wikipédia, foi inaugurada em 8 de Dezembro de 1891.

Mas paulistano adora carro, e ela na maior parte do ano está congestionada, carros, ônibus e vans, para lá e para cá.

Neste último domingo 28 de Junho estivemos na Paulista, fechada para carros em virtude da inauguração da ciclovia. Muita gente pedalando, outras tantas caminhando, dia ensolarado, alto astral, foi uma grande festa. Fomos e voltamos de metrô, sem problema algum, foi um dia agradabilíssimo.

São Paulo é uma cidade com muito poucas opções de lazer, em comparação com a sua imensa população.

Esta iniciativa da prefeitura de São Paulo merece ser muito elogiada, e tomara que ela tenha vindo para ficar. É claro que vozes – as de sempre, reacionárias e doentes – contrárias foram ouvidas, especialmente na grande mídia. Opa, pera aí, isso é pleonasmo…

A paulista é nossa!

Se quiser colaborar, clique em:

http://paneladepressao.nossascidades.org/campaigns/478

A fotos abaixo foram feitas pelo autor.

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foto virada

sobre parma