Crianças perdidas

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Agora que sou mãe, me sinto mais sensível em relação as notícias de maus tratos e abusos cometidos contra as crianças. Não que antes tinha algum tipo de compreensão ao fato de um adulto se aproveitar de sua capacidade física para ferir (e aí pode se entender de todas as formas) uma criança, mas agora tenho uma melhor percepção da fragilidade e ingenuidade desses pequenos indivíduos. Os abusos são desde sexuais até o abandono e humilhação. Outro dia uma professora do meu curso fez um relato, que uma mãe foi até a escola onde seu filho de 9 anos estudava para pedir que o conselho tutelar cuidasse da criança porque ela não estava apta para tal. Ou seja, o desejo da mãe era se “livrar” de um “problema” que ela não dava conta de resolver, assim como se faz com um aparelho eletrônico que não funciona mais e não tem conserto. Também assisti a um vídeo numa rede social, que uma suposta mãe espancava o filho com um cinto pela rua e o empurrava-o para dentro de casa como se fosse um animal (os animais não mereceriam isso). E hoje li a notícia no blog do Jamil Chade sobre estupros cometidos

Foto: Internet
Foto: Internet

pelas tropas internacionais francesas alocadas na África Central (reportagem no The Guardian), que abusam de crianças que deveriam ser defendidas e protegidas por estes mesmos soldados. É uma vergonha para a humanidade. Mas o fato é que diante tamanha indignação, tristeza e pesar por saber que tantas crianças sofrem no mundo ainda sei que não posso mudar isso. O que posso e devo fazer é me comprometer na educação e no cuidado, proteger a integridade física e moral e contribuir na construção do intelecto da minha filha. É ser responsável, não só no sentido de ter que abrigar e dar comida, mas também em transformar uma criança num adulto que seja capaz de respeitar e compreender o outro. Minha obrigação como mãe e cidadã é refletir sobre o meu discurso e atitudes diante minha filha e não desistir, mas reconsiderar e avaliar o caminho a ser percorrido. É proteger e não se valer da violência como forma de punição ou extravasamento da falta de paciência ou compreensão. Só posso mudar o que está ao meu alcance, mas posso fazer com afinco e dedicação. Se cada um de nós nos responsabilizasse em cuidar de nossas crianças, o mundo estaria bem melhor.

Sbre Eanne

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