Em terra de cego quem tem um olho é rei

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Foto: Geraldo Magela/ Agência Estado/ Carta Capital
Foto: Geraldo Magela/ Agência Estado/ Carta Capital

É fato que o Governo atual se mostra incapaz de desenvolver uma articulação eficiente, de mostrar coerência entre o discurso e a prática e dar credibilidade a este mandato, pelo o menos aos seus eleitores. Ou seja, o Governo não contribui para diminuir e abrandar sua auto propaganda desastrosa que só alimenta aos que sentem ódio e não estão dispostos a ver o outro lado da moeda. Sim, toda moeda tem dois lados, e neste caso é a moeda da troca, do famoso “toma lá da cá”, expressão tão recorrente na política brasileira. O mais triste é que o outro lado tem como protagonistas dois políticos que figuram entre os principais líderes do Estado: Renan Calheiros (presidente do Senado) e Eduardo Cunha (presidente da Câmara). Não é exagero dizer que a presidenta está nas mãos destes dois lobos que só aprovam as medidas do Governo se receberem benefícios, como cargos em Ministérios, estatais e por ai vai… Sempre me pergunto como esses oportunistas chegam a um cargo tão importante no cenário político, mesmo que as vezes tenham como base eleitoral Estados pouco expressivos economicamente como é o caso do excelentíssimo Renan Calheiros. Daí vem minha reflexão mais filosófica, que como Aristóteles afirmava, o homem é um animal político, e certas pessoas possuem habilidades e virtudes que se destacam de outras. O fato é que estes dois lordes da política são extremamente articulados, hábeis na arte da negociação e no mínimo persistentes aos objetivos que almejam. E só consigo ver estas qualidades, mesmo que contrária e enojada ao que tudo o que estes hipócritas representam. Sempre lembro da propaganda partidária do PMDB (sigla do partido dos caros cavalheiros), que por uma distração me peguei assistindo e conferindo as hipocrisias lançadas em pleno horário nobre da televisão. O Sr. Eduardo Cunha dizia, entre outras balelas, que já dava início a uma reforma  política de verdade. Para ser de verdade, esses políticos teriam que ter uma virtude que eles não tem: honestidade. E assim se explica como certas pessoas se destacam das outras e exercem o poder, se detém da influência e se perpetuam numa posição privilegiada defendendo os interesses próprios e daqueles que os seguem.

Fontes: Carta Capital, YouTube.

Sbre Eanne

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